O Benfica repetiu ontem à noite o empate que o Sporting consentira vinte e quatro horas antes frente aos italianos do Atalanta. Até nos números finais.

Desta vez o adversário chamava-se Rangers, e tinha chegado de Glasgow para também tentar infernizar a vida ao campeão português.

E conseguiu-o, pelo menos para já, porque o empate cedido pelos lisboetas mantém a intranquilidade gerada pelo “desastre” do Dragão, não se sabendo quando tudo poderá regressar ao estado normal. Num clube com as aspirações do Benfica este estado de alma não se poderá prolongar por muito mais tempo, sobretudo porque há objectivos para alcançar.

Na Liga Europa, quando se esperava que o embate com o Rangers pudesse servir de trampolim para uma nova fase do comportamento da equipa, tudo aconteceu ao contrário.

A equipa não foi capaz de ir além de um empate a dois golos e, pior, dois golos que não justificam excessos, dado ter-se tratado de um penalty e de um auto-golo.

A equipa escocesa vinha com a lição bem estudada, e em boa verdade nunca deu grande espaço ao adversário para que este se pudesse sentir-se tranquilo e com capacidade para chegar a um resultado susceptível de salvaguardar o desfecho da eliminatória.

Schmidt não nos espantou ao afirmar que a sua equipa acabara de fazer um bom jogo.

Já estamos todos habituados a registar este palavreado do treinador germânico, que por via de regra, raramente vê os mesmos desafios que a grande maioria dos seguidores de futebol.

Agora, para o encontro da próxima semana, será forçoso termos uma equipa diferente, com capacidade também diversa, e que não volte a sofrer as consequências de decisões menos felizes do seu treinador.

QOSHE - Pouco espaço para recuperar - Ribeiro Cristovão
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08.03.2024

O Benfica repetiu ontem à noite o empate que o Sporting consentira vinte e quatro horas antes frente aos italianos do Atalanta. Até nos números finais.

Desta vez o adversário chamava-se Rangers, e tinha chegado de Glasgow para também tentar infernizar a vida ao campeão português.

E conseguiu-o, pelo menos para já, porque o empate cedido pelos lisboetas mantém a intranquilidade gerada pelo “desastre” do........

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